Quadragésima Sexta (46ª) Reunião, Ordinária, do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência, realizada no dia onze de julho de dois mil e onze (11/07/2011), às oito horas e trinta minutos (8h30), no Auditório da Casa dos Conselhos. Reunião convocada pela Presidente, conforme publicação realizada na Casa dos Conselhos, com a seguinte Pauta: 1) Leitura, apreciação e aprovação da ata 45ª; 2) Comunicados da presidência; 3) Avaliação do II Encontro de Mobilização sobre os direitos da PCD.; 4) Assuntos gerais. Estiveram presentes na reunião, conforme Controle de Presença, os Conselheiros Titulares: Lucimara Esteves, Larissa Tosin Stroppa Rovere, Kátia Regina Carvalho Lima, Ademir Bueno Martins, Vagner Alves de Souza, Silmara Rodrigues Antonazzi Mariano e Regina Augusta Donadelli; a Conselheira Suplente: Valdir Sebastião Costalonga, Antonio Favarin e Jesus Donizete Piva; e justificaram a ausência: Robson Augusto Furiozo, Yamara Batista Vassoli, Roberta Maria Marcondes Cimino, Marco Aurélio Padilha Júnior, Vera Lúcia Caselli Messias, Marlene Coleti Omissolo, Margareth Solange Marcuccio Bucheroni e Marcos André Ferreira de Araujo. A reunião foi aberta pela Presidente Regina Augusta em segunda chamada de acordo com o RI, seção I do Plenário artigo 15. Iniciou-se com o item 1) Leitura, apreciação e aprovação da ata 45ª: que foi lida pela 1ª secretária Kátia Regina, ata aprovada por unanimidade. Por decisão do Plenário as próximas atas serão enviadas por e-mail aos conselheiros para fazerem à leitura e se houver alguma correção a fazer, deverá fazê-lo no início da reunião onde não será mais feita a leitura total da ata, para ganho de tempo. 2) Comunicados da presidência: Como combinado na reunião anterior a Presidente Regina Augusta entrou em contato com o Sr. Sebastião Maria que explicou que a verba para o transporte de Francisco não foi liberada. Mesmo assim, levantaria novamente a questão. O Conselheiro Ademir Bueno Martins, presente à reunião, fala sobre Francisco e que o visitou em sua casa, dizendo das condições precárias da família e se comprometeu a falar com o Secretário Márcio para saber realmente qual a ajuda que está sendo dada a ele e depois passará as informações à Presidente. Falou também sobre ônibus adaptados às PCD verbalizando que neste ano termina o contrato com a atual empresa e que até o final do ano já estará contratada uma empresa especializada. O Conselheiro Piva expõe que a APAE tem uma perua adaptada e que está a disposição da Prefeitura para fazer um contrato para uso dela. Fato este que a Presidente Regina já havia apresentado ao Prof. Zeno e Sr. Ademir há alguns meses. 3) Avaliação do Evento de Conscientização: Falou-se das razões prováveis pelo qual o Evento não foi bem sucedido, especialmente pela falta de empenho dos Conselheiros. 4) Assuntos gerais: A Presidente Regina Augusta levou à reunião vários livros, sobre os direitos da PCD, que agora fazem parte da “Biblioteca do Conselho” e que estão à disposição dos Conselheiros para que conhecedores dessas Leis possam ajudar ainda mais nas cobranças de tais Direitos, junto a Administração Pública e Conscientização da Sociedade Civil. A Presidente expôs também que é necessário fazer uma reavaliação no Regimento Interno, para que ele possa servir de maior orientação para os problemas enfrentados nos quatro anos de gestão deste Conselho. Nada mais havendo, a reunião foi encerrada pela Presidente Regina Augusta e eu, Kátia Regina, 1ª secretária lavrei esta ata que após lida pelos Conselheiros (via e-mail), feito as devidas correções e aprovada será assinada pela mesa Diretora.
11 de jul. de 2011
6 de jul. de 2011
Convocação e Pauta - 46ª Reunião
Convocação
A Presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência – CMDPD, conforme RI, Seção I, Art. 14, inciso I, CONVOCA, em primeira chamada, com a maioria absoluta dos conselheiros e após 30 minutos, em segunda chamada, com 1/3 dos conselheiros (Art. 15/RI), os membros do Conselho para a 46ª Reunião, Ordinária, que irá ocorrer no dia 11/07/2011 (2ª Feira), às 08h30min, no auditório da Casa dos Conselhos, localizada na Vila Boa Esperança.
Os conselheiros titulares que não puderem comparecer a reunião do CMDPD, têm a obrigação de comunicar seus suplentes, bem como à Secretaria Executiva, em tempo hábil, para fins de justificativa da ausência (§2º, do Art. 8º/RI, Resolução CMDPD nº 01/2008).
Pauta
ORDEM DO DIA:
1. Leitura, apreciação e aprovação da ata 45ª;
2. Comunicados da presidência;
3. Avaliação do Evento de Conscientização;
4. Assuntos gerais.
Valinhos, 06 de Julho de 2011.
Regina Augusta Donadelli
Presidente do CMDPD
4 de jul. de 2011
Cegos usam técnica para ''ver'' com audição
Cientistas desvendam fenômeno da ecolocalização - estratégia para produzir imagens mentais com sons reverberados pelo ambiente
Como muitos californianos, Daniel Kish gosta de andar de bicicleta, descobrir novas trilhas nas montanhas e convidar amigos para uma partida de basquete. Com uma diferença: Kish não enxerga. Ele utiliza um sentido semelhante ao sonar de morcegos e golfinhos para reconhecer o ambiente. Poucas pessoas - entre elas, alguns brasileiros - aprendem a "ver" com os ouvidos. E a ciência começa a entender o que elas têm de especial.
Kish foi o primeiro cego acreditado para guiar outros cegos nos Estados Unidos. Ainda bebê, um tumor na retina extirpou seus olhos. Com 2 anos, começou a estalar a língua. Com 10, adquiriu consciência da técnica que desenvolvera involuntariamente para conhecer o mundo. O barulho que sua boca produzia reverberava nas coisas e munia seu cérebro de dados valiosos: localização, dimensão e profundidade dos objetos, informação suficiente para alcançar uma grande independência.
Pesquisadores canadenses suspeitavam que cérebros de pessoas que dominam a ecolocalização não processariam informações auditivas de forma convencional. Com o auxílio de um sofisticado aparato de ressonância magnética funcional, mergulharam nos neurônios de Kish e ficaram surpresos com o que encontraram: os ecos são tratados como imagens na cabeça do americano (mais informações nesta página).
A ciência confirmou assim as explicações do próprio Kish: "Parece complicado, mas não é. O cérebro já costuma produzir imagens usando ondas de luz." Na ecolocalização, elas são simplesmente substituídas pelas ondas sonoras.
"Há muita informação sensorial nos ecos", confirma Lore Thaler, da Universidade de Ontário Ocidental, no Canadá. "Mas não sabemos exatamente como é interpretada." O estudo canadense foi publicado na revista PLoS One.
Ivan Freitas, professor de educação física em São Bernardo do Campo, perdeu a visão aos 6 anos, vítima de um glaucoma. Hoje, tem 39. Como Kish, começou a estalar a língua cedo. Perdeu a conta das vezes que lhe disseram: "Para de fazer esse barulho, menino! Que irritante!" Ficava quieto por algum tempo e, depois, voltava aos estalos. "Era mais forte do que eu. Nem percebia que fazia aquilo para me localizar", comenta.
A maioria dos brasileiros que utilizam a ecolocalização é como Freitas. Diferentemente dos americanos, não criaram teorias elaboradas para aprimorar a técnica. Surgiu com a naturalidade de uma descoberta involuntária.
Kish fundou a World Access for the Blind. O lema do grupo - "our vision is sound" - pode ser traduzido como "nossa visão é o som" ou "nossa visão é acurada", ambiguidade que descreve bem o objetivo da iniciativa: ajudar deficientes visuais a utilizar a ecolocalização para aumentar sua autonomia. "Nossa principal bandeira: a técnica pode ser ensinada. É como aprender piano. Nem todo mundo conseguirá tocar no Carnegie Hall, mas muita gente pode aprender a tocar", garante Kish. A organização percorre o mundo, dando palestras e cursos. Ao Estado, Kish disse que já recebeu convites para vir ao Brasil, "mas ainda não deu certo".
Para o analista de sistemas Sandro Laina, de 30 anos, a ecolocalização foi o jeito que encontrou para brincar com os irmãos e os primos nas ruas de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. "Não queria ser diferente dos outros e sair tateando muros. Eu estalava os dedos e batia palmas para saber se tinha um poste ou uma parede à frente", conta Laina, cego desde os 7 anos por um glaucoma que "nem 14 cirurgias conseguiram resolver".
Laina começou a usar sua técnica nas corridas de pega-pega e logo passou para a bicicleta. Costuma seguir um dos irmãos ou amigos, enquanto pedala. Quando não tem "um guia", fala sem parar, como forma de evitar os obstáculos. "Tenho certeza que essa minha experiência na infância me dá autonomia hoje para me locomover com mais segurança", afirma.
Ele acredita que todos os cegos utilizam uma forma rudimentar de ecolocalização, mesmo sem perceber. "Basta colocar uma proteção de borracha na ponta da bengala de muitos cegos para deixá-los loucos", afirma. "Eles usam aquele barulhinho da ponta rígida batendo no chão para identificar obstáculos." Segundo Laina, tricampeão paraolímpico de futebol de cinco (para cegos), esportes podem aprimorar a percepção sensorial.
Mel Goodale, principal responsável pela pesquisa canadense, afirma que a ecolocalização em humanos permitirá uma melhor compreensão do fenômeno em morcegos e outros animais, pois pessoas podem verbalizar suas experiências. Kish, por exemplo, compara os sons que produz ao flash de uma câmera fotográfica: iluminam o mundo e permitem a fixação de uma imagem no cérebro.
Naturalmente, o cenário obtido não possui o grau de definição necessário para tornar verossímeis as aventuras do Demolidor - super-herói cego da Marvel que utiliza ecolocalização. Mas Kish aponta algumas vantagens na técnica. Como o som chega de todos os lados, ela permite uma "visão" de 360°.
Fonte: matéria de Alexandre Gonçalves e Clarissa Thomé - O Estado de S.Paulo, de 03 de julho de 2011.
2 de jul. de 2011
Encontro de Mobilização - V
Segue abaixo os slides apresentados durante o 2º Encontro de Mobilização, no qual há um breve apanhado histórico do conselho e outros fatos ocorridos durante o período de formação e consolidação do CMDPD Valinhos, para ler basta clicar nas figuras.
1 de jul. de 2011
Encontro de Mobilização - IV
Realizou no dia de hoje no Auditório da Casa dos Conselhos o 2º Encontro de Mobilização, no qual foi apresentado um apanhado histório das ações dos conselho, inclusive das ocorrência anteriores a criação do CMDPD.
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